
Eu comecei na música através da percussão. Na escola onde eu estudava, para conseguir a bolsa eu precisava aprender a tocar um instrumento, e foi aí que tudo começou. Depois disso, passei a tocar em uma banda de axé como percussionista. Faz muito tempo, mas foi uma experiência muito importante porque foi ali que aprendi a viver a música de verdade, tocar com outras pessoas e entender o palco. Quando surgiu a oportunidade no futebol, precisei fazer uma escolha muito difícil e a música acabou ficando em segundo plano por um tempo.
Gosto bastante. Foram os primeiros ritmos que fi zeram parte da minha vida e tenho muito carinho por eles. Acho que todo artista carrega um pouco das experiências que viveu, então, de alguma forma, isso sempre vai estar comigo. Hoje meu foco está totalmente no R&B, mas tudo o que aprendi lá atrás ajudou a construir a minha musicalidade.


A música nunca saiu da minha vida. Ela só precisou esperar um pouco enquanto eu construía minha carreira no futebol. Quando consegui estabilizar minha vida profissional como atleta, entendi que era o momento de retribuir esse amor pela música. Sempre foi um sonho viver os dois universos e hoje tenho conseguido fazer isso com muita organização, respeitando os compromissos de cada lado.
Sem dúvida foi uma música muito importante para o projeto. Acho que ajudou muitas pessoas a conhecerem o Spark e mostrou que eu estava levando a música de forma séria. L7nnon é um irmão querido, isso fez com que acontecesse de forma muito natural. Ele é um artista que eu admiro muito, e também o admiro como pessoa. A gente já acompanhava o trabalho um do outro, existia respeito dos dois lados, e quando surgiu a oportunidade, fizemos uma música e fortalecemos mais a amizade.
O Spark surgiu através de sugestões de amigos e também de alguns filmes que eu assistia com meu irmão, onde tinha um personagem com esse nome. Me identifiquei com o personagem porque ele gostava de ajudar pessoas. A gente queria algo forte, autêntico e que tivesse personalidade. O Anderson Talisca é o atleta. O Spark é uma persona artística diferente, que consegue transmitir sentimentos, falar de amor, superação e decisões da vida através da música. São duas versões minhas, mas cada uma com seu espaço.


Participo bastante de todo o processo. Montei um bom time de compositores, são meus parceiros que sabem muita coisa das minhas vivências, faço questão de passar minha visão, minhas ideias e a mensagem que quero transmitir. Muitas histórias vêm de experiências minhas, outras de amigos, de pessoas próximas. Spark é minha versão romântica e isso aparece naturalmente nas minhas músicas. Gosto de falar sobre relacionamento, respeito e amor.
Sim, quero que minha música transforme pessoas além dos relacionamentos, gosto de falar sobre superação, amor-próprio, liberdade, respeito e transformação. Acho que a música tem esse poder de tocar as pessoas e quero que quem escute o Spark saia sempre com uma mensagem positiva. Esse é um dos meus principais objetivos como artista.
Penso em algumas parcerias que seriam bem vindas. A parceria com Kyle Banks aconteceu de forma bem orgânica e fez sentido para aquele projeto, quero que minha música tenha alcance nacional, mas no meu plano de carreira vai chegar o momento dessa conexão com artistas de outros países.
É minha segunda vez morando aqui, é uma experiência muito boa que vou levar para minha vida. A cultura é bem tranquila e a culinária é muito boa, eu sinto que os turcos têm um carinho muito especial por mim. Morar em países diferentes amplia muito a nossa visão de mundo e isso acaba refletindo também na forma como eu enxergo a vida e sempre que posso, incluo em minhas músicas.


Acompanham bastante. Nos clubes por onde passei, os jogadores sempre colocavam minhas músicas no vestiário e o feedback sempre foi muito positivo, não é diferente no atual clube. Eu procuro separar bem o atleta do artista, mas existe uma coisa que une os dois: a disciplina. Tanto no futebol quanto na música, você precisa trabalhar muito, estudar, se dedicar e respeitar o processo para evoluir.
Meu objetivo é continuar construindo uma base de fãs sólida e evoluindo musicalmente a cada projeto. Quero lançar mais músicas, fazer shows cada vez maiores e seguir experimentando novas sonoridades dentro do meu estilo. Em relação a parcerias, ainda sonho em gravar com artistas como Ryan Fidelis, Budah, e minha irmã Feirense Duquesa. Acho que seriam colaborações muito especiais e que têm tudo para acontecer no momento certo. Minha maior realização vai ser ver a música crescendo de forma orgânica e tocar a vida de pessoas.

